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A
Hora do Rush 2
Estúpido
e pior
Por
Daniel Libarino
Jackie
Chan é o rei do chamado cinema circense.
Suas acrobacias divertidas e mirabolantes caem
facilmente no gosto do público médio,
explicando assim todo sucesso que o mestre faz
em Hollywood - seus filmes são sempre garantia
de ótimas bilheterias. E com este A
Hora do Rush 2 não é diferente:
volta com a mesma fórmula, e arrecada,
só em terras ianques, mais de 200 milhões
de dólares, ultrapassando as cifras alcançadas
pela primeira parte - e desde já, um dos
maiores sucessos do ano. Mas pena que as estripulias
do baixinho estejam ficando cada vez mais saturadas.
Rush Hour 2 não consegue
distanciamento da grande e esmagadora maioria
das seqüências, e não convence
desde a primeira cena.
Logo quando os personagens de Jackie e Chris aparecem
pela primeira vez, já vem aquela sensação
de desgaste - a frase "humm, trata-se de
uma continuação" vem logo à
cabeça. A culpa nem é de Chan, e
Tucker faz o que pode, mas a verdade é
que o roteiro não convence; na realidade,
é só mais um motivo, uma cobertura.
De férias na China, o policial James Carter
(Chris Tucker) e o detetive Lee (Jackie Chan)
estão envoltos em um misterioso caso, que
começa com a explosão da embaixada
americana. Fazem, então, uma pequena pausa
no relaxamento para resolverem o tal mistério.
Tudo começa no Oriente, para depois retornar
à Los Angeles, palco também do filme
original.
E o que esperar de uma seqüência de
A Hora do Rush, ou mesmo de um
filme estrelado por Chan? Claro, uma mistura de
muitos pontapés com piadas fáceis,
para levar o público ao delírio.
Acontece que o primeiro filme foi bom, pois carregava
um ar mais despretensioso e dosava melhor as cenas
de ação com o humor - fora que trazia
um Chris Tucker bem mais em forma e engraçado;
já esta parte 2 traz à tona o possível
fato de que Jackie está virando um mero
clichê.
Há
ainda uma pequena diferença deste com o
original: aqui, Jackie Chan arrisca-se com o humor
e Chris Tucker também entra nas brigas.
Nada muito relevante, já que, apesar de
Tucker não decepcionar nas cenas de ação,
Chan, por sua vez, arranca, no máximo,
sorrisos amarelos com suas piadas. Para piorar,
o texto não ajuda, o diretor Brett Ratner
(também responsável pela primeira
parte) não insere novidade alguma para
entreter a platéia e a trama soa muito
falsa.
A Hora do Rush 2 é diversão
banal e postiça para as massas (fato, este
último, que não soaria mal se fosse
comandado por mãozinhas mais criativas),
e um grande sinal de que Jackie Chan pode até
perder a cautela, mas nunca a briga. Os horrores
arrecadados nas bilheterias confirmam o fato.
Mas a platéia delira. E Hollywood agradece.
A
Hora do Rush 2 (Rush Hours 2, EUA, 2001).
De Brett Ratner.
Elenco: Jackie Chan, Chris Tucker, Zhang Ziyi,
John Lone. 106 min.
Site
Oficial
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