|
Na
Teia da Aranha
O
final é de deixar o queixo caído
Por
Eddie Schäfer
Já
fazia um bom tempo em que eu não assistia um filme
em que iria precisar colocar os neurônios para
trabalharem. Digo isso porque o filme Na
Teia da Aranha é um leque de pistas para
serem desvendadas. Descobrir quem está por trás
do seqüestro da filha de um senador americano
durante o filme não foi nenhuma tarefa fácil,
mas também não impossível. Mas vamos falar da
história do filme desde o começo, senão serei
capaz de entregar até quem é ou são os culpados
do crime, coisa que não pretendo fazer, pois detesto
quando você está na maior animação para assistir
algum filme e sempre tem aquele mala sem alça
que conta justamente o final.
O filme já começa numa sequência de arrepiar na
qual o detetive Alex Cross (Morgan Freeeman -
volta a fazer e muito bem o detetive que havia
interpretado anteriormente no filme Beijos
Que Matam) e sua parceira estão prestes
a pegar um suspeito. Confirma-se que aquele homem
não é apenas mais um suspeito e, sim, o próprio
assassino que eles estão procurando. O único problema
é que sua parceira está no carro com o maníaco,
que tem o hábito de vitimar mulheres. Mas, de
repente, ao descobrir que a moça é uma agente
do FBI, dá-se início à uma sequência de perseguição
de carros e um acidente fatal que irão fazer você
ficar de boca aberta - pelo menos eu fiquei. Durante
essa perseguição, a parceira de Cross morre e
ele entra em depressão e isola-se de qualquer
assunto policial.
Oito meses depois, nos encontramos numa escola
de Washington freqüentada apenas por filhos de
senadores, diplomatas, presidentes e empresários
muito ricos. Aquelas crianças até já se acostumaram
com a rotina de todo o sistema de segurança que
enfrentam, desde suas casas até o caminho da escola.
Mas mesmo com todo o sistema de proteção, o professor
Gary Soneji consegue realizar um façanha que nos
parece impossível: a de seqüestrar a filha de
um senador americano.
Você deve estar pensando por que Alex teria algum
interessse neste caso, não? Na verdade, Soneji
faz questão que o detetive Cross, que, além de
trabalhar para a polícia, é escritor e psicólogo,
tenha uma participação no caso, pois o professor
quer cometer o crime do século e que Cross venha
mais tarde a relatar os fatos ocorridos em um
livro. Nisso, uma agente do serviço secreto (Monica
Potter de Patch Adams - O Amor é Contagioso)
que trabalhava na escola onde a criança foi seqüestrada
e sente-se profundamente culpada pelo o ocorrido,
ainda mais que se relacionava bem com a criança,
junta-se ao detetive Cross para que os dois venham
a resgatar a garota. Falar mais sobre o filme
é estragar o divertimento de quem ainda não assistiu,
portanto vou parar por aqui mesmo.
A partir desses fatos o filme funciona como um
jogo de quebra-cabeças, basta encontrar as peças
e encaixá-las na ordem correta. Chega até ser
fascinante demais como o personagem de Morgan
Freeman consegue achar as pistas e além de tudo,
resolver todos os jogos propostos pelo sequestrador.
O filme traz boas atuações, um roteiro que se
sustenta em uma trama muitas vezes perturbadora
e uma ótima trilha sonora assinada por Jerry Goldsmith.
É um thriller feito para o público que curte aquele
tipo de filme que só revela no final toda a trama
da história para que você possa tentar descobrir
alguma coisa a mais durante o filme. Porém esteja
preparado para se surpreender com o desfecho da
história.
Na
Teia da Aranha (Along Came a Spider, EUA,
2001).
De Lee Tamahori
Elenco: Morgan Freeman, Monica Potter, Michael
Wincott, Penelope Ann Miller, Dylan Baker. 104
min.
Site
Oficial
|