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A
Mexicana
Dois
grandes astros e um pequeno filme
Por Eddie
Schäfer

Quando fui ao cinema assistir A Mexicana,
já não estava com muita vontade,
mas pensei que como se tratava de um filme com
a pretty woman Julia Roberts já
valia o ingresso. Ainda mais que ela havia recém
ganhado o Oscar de Melhor Atriz pelo filme Erin
Brockovich - Uma Mulher de Talento.
Porém depois de assistir ao filme, decidi
de que agora em diante devo começar a seguir
meus instintos, pois o filme não passa
de uma grande jogada de marketing, que na verdade
é até o gênero em que ele
melhor se enquadra.
Tinha tudo para ser um grande sucesso, pelo motivo
de contar com os dois maiores cachês atualmente
de Hollywood. Mas isso tudo se não fosse
um roteiro fraco que por sinal já estava
passando de estúdio em estúdio,
por cerca de dez anos até cair nas mãos
de Brad Pitt que se interessou pelo projeto e
ainda conseguiu trazer Julia Roberts para ser
seu par romântico.
Com atuações muito fracas dos dois
astros principais, que não convencem nem
um pouco, sendo que as melhores cenas de Julia
Roberts são quando ela está acompanhada
do personagem de James Gandolfini (ator premiado
pelo seriado Família Soprano)
um assassino profissional que têm dúvidas
quanto a sua sexualidade.
Essa dupla pelo menos consegue salvar o filme.
Além disso, a história é
muito parada, e para quem acha que a mexicana
do título trata-se de uma pessoa, na verdade
é uma antiga arma, que Jerry (Brad Pitt)
tem que buscar no México antes de se desligar
totalmente de seus negócios com a máfia,
e se negar esse pedido seria como pedir para morrer.
Mas quando Jerry diz para Samantha que ele irá
ao México, o seu mundo vem abaixo. Samantha
ganha um ataque histérico (típica
coisa de Julia Roberts, mas que todo mundo adora),
já que ela está determinada a ir
para Las Vega, onde quer se casar e arranjar um
emprego. Então Samantha apenas diz que
é para Jerry escolher entre ela ou "a
mexicana".
Ele toma seu caminho ao México em busca
da arma enquanto Samantha toma rumo para uma nova
vida em Las Vegas, pelo menos é o que ela
acredita até encontrar o assassino Leroy
(James Gandolfini).
Ah, e sim, o seu roteiro que não faz com
que o telespector tenha algum interesse pela história
e além disso a direção feita
pelo "novato" diretor Gore Verbinski
que já havia feito o filme O Ratinho
Encrenqueiro deixa claro
que dependendo do filme, nunca dê para um
novato fazer. Nem mesmo a atuação
não creditada de Gene Hackman muda o filme.
Se o filme fosse mais curto, e colocasse mais
cenas de Julia Roberts e James Gandolfini juntos,
pode ser que não seria tão ruim.
Outra coisa que chega até encher o saco
é como eles contam as lendas da arma, quando
comentam sobre a sua origem. Bom, são 123
minutos, se fosse um filme 90 funcionaria melhor,
tanto para o espectador como para os dois astros.
Que Julia Roberts e Brad Pitt conseguem trazer
muita gente para o cinema, é verdade, mas
não assista A Mexicana, só
se você for um fã de James Gandolfini.
Prefira assistir então Snatch
ou Erin Brockovich, pois além
de serem apenas rostos bonitos nesses filmes,
mostram também que tem talento para atuar
- e muito bem.
A
Mexicana (The Mexican, EUA, 2000).
De Gore Verbinski
Elenco: Brad Pitt, Julia Roberts, James Gandolfini.
123 minutos.
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