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Jurassic
Park 3
Indo
contra a má fama das trilogias
Por
Adriano Ferreira
Depois
do ridículo que foi O Mundo Perdido,
não dava pra encarar uma terceira parte
de Jurassic Park com bons olhos.
O próprio Spielberg não estava
mais ocupando a cadeira de diretor, e isso parecia
uma forma de não arcar com as responsabilidades
de um eventual fracasso... Pois resolvi dar
uma chance ao diretor Joe Johnston, porque sou
fã do primeiro filme da série,
e também para ver o que o excelente William
H. Macy (de Magnólia
e Boogie Nights) estaria fazendo
no meio daquele monte de bichos.
E uma teoria
comum às trilogias, a de que o último
filme da série é sempre o pior,
não se encaixa aqui!
Jurassic Park 3 é divertido,
mete medo, empolga e é quase tão
bom quanto o primeiro. Tá certo que o
ineditismo do primeiro filme ainda é
imbatível, mas aqui os dinossauros estão
ainda mais assustadores, mais inteligentes e
os humanos, ainda mais vulneráveis.
A história
é simples: o Dr. Alan Grant (Sam Neill,
que escapou do vexame de estar no segundo filme)
é convidado por um casal de milionários
(William H. Macy e Téa Leoni) a sobrevoar
a Ilha Sorna - onde se passa o segundo filme
-, para observar alguns dinossauros. Claro que
um gordo cheque contribui para que o Dr. Grant
decida sobrevoar a temida ilha.
Obviamente, nada
sai como esperado, e o avião acaba caindo
na ilha. Lá então o Dr. Grant
descobre que o casal está na verdade
é atrás do filho, que sumiu na
ilha há oito semanas. A pequena equipe,
então, tem que achar o filho do casal
e sobreviver em meio a centenas de dinossauros,
soltos pra lá e pra cá.
E tome adrenalina:
são tantas cenas de encontros com dinossauros,
sustos a cada minuto. Dessa vez há um
dinossauro ainda mais ameaçador que o
Tiranossauro Rex (e cujo nome eu não
me lembro de jeito nenhum), e os temidos velociraptors
estão mais inteligentes - "Mais
inteligentes que os primatas", diz o Dr.
Grant.
Nem dá
pra enumerar as várias seqüências
eletrizantes do filme. Há alguns cenários
maravilhosos também, e o fato de o filme
inteiro se passar na selva só torna tudo
mais eletrizante.
OK,
há os exageros de sempre, mas não
dá pra ir ver um filme desse esperando
algo muito racional (são DINOSSAUROS,
pomba!). E é tudo muito divertido, há
várias piadas que realmente funcionam.
Só o final meio chinfrim que decepciona
um pouco - é um final meio apressado,
como se o roteirista não soubesse muito
bem como acabar o filme e dissesse, "Ah,
acho que vou terminar aqui mesmo". Mas
não é nada que comprometa a diversão.
Junto com Shrek,
eis aqui o melhor filme dessas férias
de 2001.
(Ah! E o William
H. Macy, como sempre, está ótimo!!
Nem tinha jeito de ser diferente...)
Jurassic
Park 3(Jurassic Park 3, EUA, 2001).
De Joe Johnston.
Elenco:
Sam Neill, Téa Leoni, William H. Macy,
Trevor Morgan, Michael Jeter, Laura Dern.
95 min.
Site Oficial
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