O Diário de Bridget Jones

O Diário de Bridget Jones
Bem-vindo ao clube da Luluzinha

Por Eddie Schäfer

Deixe eu ser sincero. O filme O Diário de Bridget Jones é simples e engraçado - nada mais do que isso. O motivo é que, quando você menos espera, pode dar de cara com uma Bridget, igual a do filme, num supermercado, no trabalho, pois a personagem é o resultado de todos os problemas femininos em uma só pessoa - e não estou sendo machista.

Tudo começa exatamente em uma festa de família. Bridget já está com seus 30 e pouquinhos anos e a pergunta clássica, que não quer calar, "quando você vai casar?" já é uma praga para ela. Como se ela soubesse que a pergunta está para ser feita, pois já era costume de festa, fora a sua mãe, que sempre tinha alguém para lhe apresentar. Mas é por causa dessas coisas que a moça resolve dar uma virada de 180 graus em sua vida e deixar de ser uma solteirona.

A primeira coisa que faz é colocar algumas roupas bem ousadas (uma saia que mais parece um cinto) e ir ao trabalho. Isso faz com que seu chefe (interpretado por Hugh Grant - pelo qual eu não tenho muita simpatia no cinema) comece a se interessar por ela. Um pequeno romance entre os dois começa e tudo parecia muito perfeito. Até que Bridget o pega no flagra com outra. O que fazer? Um diário seria uma boa resposta nesse momento do filme.

Bridget, então, começa a escrever um diário sobre tudo que lhe agrada e incomoda. Diz que precisa ser sincera consigo mesma. E em primeiro lugar nada melhor do que (para uma mulher) ir até a balança do banheiro e dizer para si: "você precisa emagrecer nove quilos". Além disso, o diário ainda traz assuntos como: relacionamentos, empregos, o número de cigarros que ela fuma (e não são poucos), as doses de álcool que ingere e o assunto mais temido: a solidão - ela não quer morrer sozinha, pois pensa que só acharão seu corpo três dias depois ou os cães iriam comê-lo antes de alguém a encontrar.

Mas parece que a partir daquele momento tudo começa a dar errado na vida de Bridget. Seus pais se separaram (a mãe deixa o pai para viver com um apresentador de televendas e se tornar sua assistente), ela larga o emprego de editora e começa a trabalhar num pequeno canal de televisão e em sua primeira grande reportagem seu nome vira motivo de piada. Porém, tudo começa a ficar mais claro para ela quando reencontra Mark, um amigo de infância que a mãe de Bridget fez questão de apresentar numa das festas de família, e com quem ela não conseguiu simpatizar no primeiro encontro.

O final é bem previsível, mas isso não torna o filme menos interessante. Começa a existir uma disputa acirrada entre o ex-chefe e o amigo da família para conquistar a loirinha. Além disso, Renée Zellweger está ótima na pele de Bridget com um sotaque inglês de primeira e alguns quilinhos a mais, bem notáveis na tela, engordados especialmente para interpretar a personagem.

O filme ainda conta com uma excelente trilha sonora, basicamente para o público feminino por trazer excelentes cantoras. Canções de Sheryl Crow, Tracy Bonham, Aretha Franklin e Shelby Lynne (com a excelente "Killin´Kind" - prevista para seu disco pós- Grammy) recheiam a trilha sonora.
Então, para que a magia esteja completa, assista o filme e compre a trilha. Uma boa idéia que completa a outra.



O Diário de Bridget Jones (Bridget Jones Diary, EUA/Inglaterra/França, 2001).
De Sharon Maguire.
Elenco: Renée Zellweger, Colin Firth, Hugh Grant, Jim Broadbent, Gemma Jones. 97 minutos.
Site Oficial

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Setembro 2001